



1 - PIRÂMIDES DO EGITO
O tempo parece esquecer-se das 80 pirâmides que se erguem, há mais de 4.000 anos, entre o deserto líbico e o menfita, a uns 10 quilômetros de Cairo. Vai-se desta cidade às pirâmides pela histórica avenida das acácias.
Das sete maravilhas do mundo antigo, as pirâmides são as únicas sobreviventes. Continuam firmes , pedra sobre pedra, Desafiando as leis naturais do desgaste da matéria o tempo ainda não conseguiu destruí-las.
“Há algumas versões sobre essas pirâmides, segundo autores bizantinos, baseadas numa tradição judia, elas teriam sido os celeiros construídos por José para neles conservarem os cereais que recebeu dos egípcios durante os sete anos de abundancia e que os vendeu durante os tempos de escassez, existem nestes monumentos diques destinados a susterem as areias que o vento do deserto remove”.
A maior delas, a primeira foi construída por Queops,, o mais rico de todos os faraós. Mede cerca de 148 metros de altura e 234 de base. Na sua construção, o famoso soberano empregou perto de cem mil operários durante vinte anos. Os trabalhadores se revezavam de três em três meses e muito deles sucumbiram sob os gigantescos blocos de pedra.
Quéops, na célebre empreitada, gastou quase toda a sua fortuna, e mandou gravar nas faces da pirâmide a quantia gasta na compra de cebolas e rabanetes para o sustento dos operários.
O monumento foi erigido sobre uma calçada de 300 metros de extensão. Nele foram empregados cerca de oitenta milhões de pés cúbicos de alvenaria. A famosa pirâmide constitui-se de 2.300.000 blocos de granito de um peso médio de 2.000 quilos, e ergue-se numa área de 54.000 m².
As pedras vieram da Arábia, pelo Nilo em grandes barcos, e daí transportadas até o deserto líbico sobre enormes pranchas. Cada pedra mede aproximadamente 10 metros de comprimento.
Quéops, vinte anos mais tarde, foi sepultado na sua pirâmide acompanhado de todas as suas riquezas, mas o seu cadáver, não foi encontrado pelo explorador inglês Perring que, com autorização do governo egípcio, penetrou nesse colosso da antiguidade. Teve a decepção de verificar que o sarcófago estava violado e destruído pelos ladrões.
À pirâmide de Quéops seguiram-se as de Quefrém e Miquerinos, seus sucessores. A de Miquerinos é a mais rica, apesar de ser a menor das três. Termina numa espécie de terraço. O faraó aí foi sepultado numa antecâmara hermeticamente fechada por três portas de granizo e ouro, a fim de evitar a profanação do cadáver. Junto a Miquerinos acha-se Nitókris, sua herdeira.
A de Quefrén ocupa uma área de 48.000 m² e a de Miquerinos, 27.000 m².
Encontrou-se em 1922, a múmia do rei Tutankamon em uma das menores pirâmides. Durante 30 séculos esteve o corpo desse faraó sepultado numa pequena antecâmara de 200 m². A relíquia histórica foi encontrada por um grupo de cientistas ingleses. O que mais chamou a atenção dos exploradores foi a grande quantidade de pão depositado sobre o rico ataúde . Objetos de ouro, tais como móveis, anéis, sapatos e moedas, ocupavam quase todo o espaço destinado à câmara mortuária do faraó.
Homens de ciência investigaram os mistérios que ainda envolvem as 80 pirâmides que se enfileiram entre o deserto líbico e o menfita, alheias à roda do tempo.
Os grupos maiores são: Os de Sakara, com 9 túmulos piramidais; os de Dashur, com 5; os de Abusir, com 4; os de Gizé, também com 4, além de outros grupos menores.
Famoso é o grupo de Gizé. Para ele convergem as atenções dos exploradores. Nos museus de Londres, Paris, Berlim, vêem-se grandes riquezas e múmias antiqüíssimas das pirâmides do Egito. Foram para aí levadas no século dezenove.
Os antigos acreditavam na imortalidade da alma, que vinha mais tarde em busca do corpo sem vida. Era preciso encontrá-lo em bom estado. Esta crença viveu por muitos séculos nos povos da antiguidade. Segundo Heródoto, a construção de tais pirâmides exigiu 30 anos de serviço ininterrupto e nelas foram empregados cerca de 100 mil homens, que trabalharam em média, 10 horas por dia.
Não se sabe ao certo como as gigantescas pedras foram transportadas até o cume da obra colossal. Constam-se que, durante os trabalhos de suspensão dos famosos blocos de pedra, sucumbiram, esmagados, cerca de 10.000 operários.
2 - OS JARDINS SUSPENSOS DE BABILÔNIA
Foram construídas por ordem do poderoso Nabucodonosor II, na cidade de Babilônia. Alguns Historiadores da antiguidade atribuem à rainha Simíramis o maravilhoso trabalho.
Babilônia, capital da antiga Caldéia, à margem do Eufrates, era uma cidade do oriente, na Ásia Menor. As suas ruínas estão situadas na vasta planície onde se ergue hoje a pequena cidade de Hillah, a 160 km De Bagdá.
império Babilônico foi consolidado pelo rei Hamurabi, 2.500 AC. Esse soberano fez o mais antigo código de leis que a história menciona.
Conta-se que nessa antiga cidade, os descendente de Noé, que falavam a mesma língua, tentaram construir uma torre que alcançasse o céu. Todos os arqueólogos estão de acordo de identificar a Torre de Babel com as ruínas que hoje existem a 10 Km do sítio da antiga Babilônia, ruínas que são conhecidas com o nome de Birs Nimrud.
Os jardins suspensos eram 6 montanhas artificiais, onde foram erguidos vários terraços escoradas por gigantescas abóbadas. Conta-se que Nabucodonosor mandara construir esse colosso em atenção a uma de suas mulheres, natural da Média, que sentia saudade das montanhas de seu país de seu país natal. Babilônia, realmente, era uma cidade plana sem relevos apreciáveis.
Era a cidade mais rica do mundo antigo, banhada pelos rios Tigres e Eufrates. Atingiu fase de grande esplendor sob o governo de Nabucodonosor, todas as riquezas eram empregadasno embelezamento da cidade. Milhares de escravos trabalharam ininterruptamente na construção de edifícios e obras de arte.
Nabucodonosor, temendo um assalto às suas riquezas, mandou construir uma muralha em torno da cidade, assim ficaria isolada dos aventureiros. Os muros mediam cerca de 10 metros de altura e eram tão largos que davam espaço suficiente para a passagem de uma carruagem. Foram construídos ao sul do rio Eufrates, a 200 metros do palácio real.
Babilônia também teve o seu fim. O rei da Pérsia, lançando mão de sua engenharia, desviou o curso do Eufrates que passava tranqüilo, sob os magníficos muros de Nabucodonosor. O leito seco do rio serviu de estrada para o exército persa. E a cidade foi tomada de surpresa. O império babilônico desapareceu no ano 538 AC. A essa época estava sob o governo de Beltsazar.
Hoje nada mais resta das muralhas e dos jardins suspensos de Babilônia.
3 - A ESTÁTUA DE ZEUS NO OLIMPO
Ergueu-se na cidade de Olímpia (Grécia Antiga). Representava Zeus coroado. A estátua era de ouro, marfim, mármore e ébano. O monumento, Segundo Flávio Josefo, historiador judeu da época, era a obra mais perfeita da antiguidade.
Não existe mais essa estátua, acreditando-se que foi destruída, em 1215, por um terremoto. Diz-se que a célebre estátua tinha 14 metros de altura, e nelas se viam riquíssimas inclustações de pedras preciosas. Pintou-a um famoso artista de nome Panainos. Seria obra maravilhosa do escultor Fídias.
O historiador Filocloro, que escreveu um século depois da época de Fídias, diz-se que logo que este acabou a estátua foi condenado à morte pelos élidos. Afirma-se que seus descendentes ficaram encarregados da custódia e da limpeza da estátua. A data mais aproximada de sua morte é de 431 AC. Epítecto dizia “ser uma desgraça morrer sem ter contemplado a estátua de Zeus olímpico”.
Zéus é a maior divindade da mitologia grega.
4 - COLOSSO DE RODES
Era uma gigantesca estátua do Deus Apolo, de 34 metros de altura. Levantava-se em rodes, ilha do mar Egeu, situada nas proximidades da costa sul ocidental da Turqia, à entrada do porto.
Na mão direita, sustentava um archote que iluminava o porto. O colosso de Rodes foi erigido a um poderoso rei que, atendendo à inspiração dos deuses, esmagou os macedônios numa luta em que se decidiu a posse da ilha.
O colosso de Rodes foi erigido em homenagem a um poderoso rei que, atendendo à inspiração dos deuses, esmagou os macedônios numa luta em que se decidiu a posse da ilha. O rei chamava-se Ptolomeu e governou com grande influencia na ilha de Rodes.
Diz-se que a gigantesca estátua fora construída com o bronze e o ferro. Fora obra prima de Charés de Lindo. Artista grego da antiguidade.
Foi destruída por um tremor de terra no ano 223 AC.
5 - O TEMPLO DE DIANA
Erguia-se na cidade de Éfeso, na Ásia Menor. Era um magestosao templo erigido a Diana, deusa da cidade. Divindade Itálica, correspondia a Artemis dos gregos. Éfeso era uma cidade rica que atraía a atenção dos peregrinos pela beleza de seus magestosas edifícios.
O templo foi iniciado pelo maior arquiteto da antiguidade: Quersifrou. Tinha pouco mais de 18 metros de altura e era sustentado por 27 colunas de mármore branco de estilo jônico; a sua construção exigiu 200 anos de trabalho, segundo Plínio.
O sagrado templo foi destruído por Eróstato, em 356 AC. Reconstruíram-no mais tarde os efesianos. Nesse trabalho, de restauração famoso arquiteto Demócrito levou vinte anos.
Alezandre, o Grande, foi especialmente a Éfeso para ver essa maravilha da antiguidade. A estátua que se via no templo, era de ouro maciço e pesava dezenas de quilos.
6 - MAUSOLEU DE HALICARNASSO
Foi construído em 353 AC, pela sua irmã e esposa Artemisa, rainha da Cária, na Ásia Menor. Nele trabalharam cerca de 30 mil homens, durante dez anos.
Notabilizou-se por ser um dos maiores e o mais suntuoso túmulo de todas as épocas. Media cerca de 150 metro de circunferência , a sua base era de mármore e bronze com revestimento de ouro. A obra custou metade da fortuna da sua esposa Artemisa. Quis a rainha perpetuar numa obra a memória de seu esposo e irmão Mausolo, mas faleceu antes de ver realizado seu desejo.
Mausolo foi rei da Cária durante 24 anos (de 377 até 353 AC.
O mausoléu existia ainda no século dez. Quando os cavaleiros de Rodes construíram em 1522 uma cidadela no lugar do antigo Halicarnasso, serviram-se dos materiais do mausoléu, e uma grande parte do friso perdeu-se. Em 1846, a Inglaterra obteve do governo turco as esculturas que enviou para Londres, onde figuram no museu britânico .
O pedestal em que se levantava era cercado por36 colunas jônicas. Desapareceu essa relíquia histórica.
7 - FAROL DE ALEXANDRIA
Segundo alguns historiadores, foi construído em 285 AC. Erguia-se numa ilha de Alexandria, no Egito. A obra gigantesca que custou aos egípcios uma grande fortuna (segundo Heródoto). Foi construída por ordem de Alexandre, o Grande, ou por um dos Ptolomeus do velho Egito. O histórico monumento erguia-se numa pequena ilha de nome faros, em frente à cidade de Alexandria. Tinha cerca de 135 metros de altura e se compunha de 35 andares. A luz do farol era visto a 40 milhas de distancia. Os egípcios, utilizando-se de enormes espelhos, refletiam para o mar, afim de orientar as embarcações, a luz de um fogo que acendiam no alto da torre.
Não existe mais este farol, no ano de 1302 foi destruído por um terremoto.
Para marcar o aniversário da rede, o Google criou um logo especial com bolo e velinhas, além de cartões especiais no aplicativo Greeting Card. No blog oficial do Orkut, Miles Johnson, gerente de marketing, promete “um monte de coisas novas” para o resto do ano.
O site é o segundo colocado em visitantes, perdendo apenas para o buscador Google, mas possui o maior volume de acessos e o maior tempo gasto da web residencial brasileira, segundo o Ibope//NetRatings.
Dados não confirmados pelo Google dão conta de que há 37 milhões de brasileiros cadastrados no Orkut. Segundo o Ibope, a rede atraiu mais de 17 milhões de internautas residenciais em dezembro de 2008, o que representa mais de 70% de toda a base de usuários conectados de suas residências no mês.
Os internautas gastaram em média 4 horas e 40 minutos na rede social – média comprometida pelas férias escolares, já que o principal público do site são os adolescentes. O Orkut já chegou a superar a marca de 5 horas navegadas em um mês.
A popularidade da rede só vem se consolidando ao longo dos últimos anos. Em 2005, mais da metade dos internautas residências já acessava a rede, com pouco mais de um ano de um ano de vida então.
“Serviços bem-sucedidos da internet já começam o jogo ganhando. Foi assim com o YouTube e com o Facebook lá fora”, observa José Calazans, analista do Ibope.
Para o analista, o Orkut deve manter sua popularidade – redes de sucesso lá fora, como Facebook e MySpace, têm menos de 1% de participação no Brasil –, mas não tem espaço para aumentar muito mais sua participação nos acessos residências.
Apesar de vir mantendo a média de acessos, nos últimos meses a rede vem passando por uma mudança no perfil dos participantes: o público mais maduro está ganhando espaço.
Em 2008, os jovens adultos com idade entre 25 e 35 anos cresceram 31% em participação na rede. Em contrapartida, os adolescentes aumentaram sua participação em apenas 15% no mesmo período.
(INFO Online)
Mais de 1 bilhão de pessoas com idade acima de 15 anos, acessam a internet em casa ou no trabalho, informa um relatório da comScore nesta sexta-feira (23/01).
A China lidera o ranking comScore World Metrix com 179,7 milhões de internautas, seguida pelos Estados Unidos (163,3 milhões) e pelo Japão (60 milhões).
O Brasil aparece na nona posição do ranking com 27,7 milhões de internautas ativos. A avaliação, entretanto, exclui o tráfego vindo de computadores públicos - incluindo Lan Houses - e de celulares ou smartphones.
Dados mais recentes do Ibope//NetRatings e do Comitê Gestor da Internet Brasileira registram 43,1 milhões de brasileiros (com 16 anos ou mais) que acessam a internet de qualquer local, sendo 24,5 milhões internautas residenciais.
Do total de 1.007.730 internautas no mundo, a região Ásia-Pacífico conta com a maior parcela (41% do total mundial), seguida pela Europa com 28% de participação. Os internautas da América do Norte, em terceiro, representam 18% da população conectada no mundo e a América Latina tem 7% de participação. Por fim, a região do Oriente Médio e da África conta com 5% de participação na base global de internautas.
Sites mais visitados
Os sites mais acessados na internet mundial em dezembro foram domínios do Google, com quase 778 milhões de visitantes únicos. Em segundo lugar, sites da Microsoft receberam 647,9 milhões de visitas e sites do Yahoo, em terceiro, registraram 562,6 milhões de visitantes.
A comScore destaca o crescimento do acesso à rede social Facebook, que apresentou uma alta de 127% em acessos no ano passado, somando 22 milhões de visitantes únicos em dezembro de 2008.
Recebi este selo do amigo Guido do blog Link Mania! Agradeço por lembrar do meu Blog,Guido!!. Também é um grande prazer participar da sua lista de amigos!
Esse é o Troféu do Amigo!! Esses blogs são extremamente charmosos. Esses blogueiros têm o objetivo de achar e serem amigos. Eles não estão interessados em se auto promover.Nossa esperança é que quando os laços desse troféu são cortados ainda mais amizades sejam propagadas. Entregue esse troféu para oito blogueiros que devem escolher oito outros blogueiros e incluir esse texto junto com seu troféu!!
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Recebi de minha amiga mikasmi do diHITT, esses belos selos! Muito obrigado amiga por me agraciar com esses belos memes!
Esse selo foi uma grande idéia de uma grande amiga do diHITT a Regina do blog reblogandoA civilização maia foi uma cultura mesoamericana pré-colombiana, com uma rica história de 3000 anos. Contrariando a crença popular, o povo maia nunca "desapareceu", pois milhões ainda vivem na mesma região e muitos deles ainda falam alguns dialetos da língua original. Este artigo discorre principalmente sobre a civilização maia antes da conquista espanhola.
As evidências arqueológicas mostram que os maias começaram a edificar sua arquitetura cerimonial há 3000 anos. Entre os estudiosos, há um certo desacordo sobre os limites e diferenças entre a civilização maia e a cultura mesoamericana pré-clássica vizinha dos olmecas. Os olmecas e os maias antigos parecem ter-se influenciado mutuamente.
Os monumentos mais antigos consistem em simples montículos remanescentes de tumbas, precursoras das pirâmides erguidas mais tarde.
Eventualmente, a cultura olmeca ter-se-ia desvanecido depois de dispersar a sua influência na península de Iucatã, na Guatemala e em outras regiões.
Os maias construíram as famosas cidades de Tikal, Palenque, Copán e Calakmul, e também Dos Pilas, Uaxactún, Altún Ha, e muitos outros centros habitacionais na área. Jamais chegaram a desenvolver um império embora algumas cidades-estado independentes tenham formado ligas temporárias, associações e mesmo rápidos períodos de suserania. Os monumentos mais notáveis são as pirâmides que construíram em seus centros religiosos, junto aos palácios de seus governantes. Outros restos arqueológicos muito importantes são as chamadas estelas (os maias as chamam de tetún, ou "três pedras"), monolitos de proporções consideráveis que descrevem os governantes da época, sua genealogia, seus feitos de guerra e outros grandes eventos, gravados em caracteres hieroglíficos.
Os maias tinham economia preponderantemente agrícola embora praticassem ativamente o comércio em toda a Mesoamérica e possivelmente para além desta. Entre os principais produtos do comércio estavam o jade, o cacau, o sal e a obsidiana.
Muitos consideram a arte maia da Era Clássica (200 a 900 d.C.) como a mais sofisticada e bela do Novo Mundo antigo. Os entalhes e relevos em estuque de Palenque e a estatuária de Copán são especialmente refinados, mostrando uma graça e observação precisa da forma humana, que recordaram aos primeiros arqueólogos da civilização do Velho Mundo, daí o nome dado à era.
Somente existem fragmentos da pintura avançada dos maias clássicos, a maioria sobrevivente em artefatos funerários e outras cerâmicas. Também existe uma construção em Bonampak que tem murais antigos e que, afortunadamente, sobreviveram a um acidente.
Com as decifrações da escrita maia se descobriu que essa civilização foi uma das poucas nas quais os artistas escreviam seu nome em seus trabalhos.
A arquitetura maia abarca vários milênios; ainda assim, mais dramática e facilmente reconhecíveis como maias são as fantásticas pirâmides escalonadas do final do período pré-clássico em diante. Durante este período da cultura maia, os centros de poder religioso, comercial e burocrático cresceram para se tornarem incríveis cidades como Chichén Itzá, Tikal e Uxmal. Devido às suas muitas semelhanças assim como diferenças estilísticas, os restos da arquitetura maia são uma chave importante para o entendimento da evolução de sua antiga civilização.
Ainda que as cidades maias estivessem dispersas na diversidade da geografia da Mesoamérica, o efeito do planejamento parecia ser mínimo; suas cidades foram construídas de uma maneira um pouco descuidada, como ditava a topografia e declive particular. A arquitetura maia tendia a integrar um alto grau de características naturais. Por exemplo, algumas cidades existentes nas planícies de pedra calcária no norte do Iucatã se converteram em municipalidades muito extensas enquanto que outras, construídas nas colinas das margens do rio Usumacinta, utilizaram os declives e montes naturais de sua topografia para elevar suas torres e templos a alturas impressionantes. Ainda assim prevalece algum sentido de ordem, como é requerido por qualquer grande cidade.
No começo da construção em grande escala, geralmente se estabelecia um alinhamento com as direções cardinais e, dependendo do declive e das disponibilidades de recursos naturais como água fresca (poços ou cenotes), a cidade crescia conectando grandes praças com as numerosas plataformas que formavam os fundamentos de quase todos os edifícios maias, por meio de calçadas chamadas sacbeob (singular sacbe).
No coração das cidades maias existiam grandes praças rodeadas por edifícios governamentais e religiosos, como a acrópole real, grandes templos de pirâmides e ocasionalmente campos de jogo de bola. Imediatamente para fora destes centros rituais estavam as estruturas das pessoas menos nobres, templos menores e santuários individuais. Entretanto, quanto menos sagrada e importante era a estrutura, maior era o grau de privacidade. Uma vez estabelecidas, as estruturas não eram desviadas de suas funções nem outras eram construídas, mas as existentes eram freqüentemente reconstruídas ou remodeladas.
As grandes cidades maias pareciam tomar uma identidade quase aleatória, que contrasta profundamente com outras cidades da Mesoamérica como Teotihuacán em sua construção rígida e quadriculada.
Ainda que a cidade se dispusesse no terreno na forma em que a natureza ditara, se punha cuidadosa atenção à orientação dos templos e observatórios para que fossem construídos de acordo com a interpretação maia das órbitas das estrelas. Afora os centros urbanos constantemente em evolução, existiam os lugares menos permanentes e mais modestos do povo comum.
O desenho urbano maia pode descrever-se singelamente como a divisão do espaço em grandes monumentos e calçadas. Neste caso, as praças públicas ao ar livre eram os lugares de reunião para as pessoas. Por esta razão, o enfoque no desenho urbano tornava o espaço interior das construções completamente secundário. Somente no período pós-clássico tardio, as grandes cidades maias se converteram em fortalezas que já não possuíam, a maioria das vezes, as grandes e numerosas praças do período clássico.
Um aspecto surpreendente das grandes estruturas maias é a carência de muitas das tecnologias avançadas que poderiam parecer necessárias a tais construções. Não há notícia do uso de ferramentas de metal, polias ou veículos com rodas. A construção maia requeria um elemento com abundância, muita força humana, embora contasse com abundância dos materiais restantes, facilmente disponíveis.
Toda a pedra usada nas construções maias parece ter sido extraída de pedreiras locais; com maior freqüência era usada pedra calcária, que, ainda que extraída e exposta, permanecia adequada para ser trabalhada e polida com ferramentas de pedra, só endurecendo muito tempo depois.
Além do uso estrutural de pedra calcária, esta era usada em argamassas feitas do calcário queimado e moído, com propriedades muito semelhantes às do atual cimento, geralmente usada para revestimentos, tetos e acabamentos e para unir as pedras apesar de, com o passar do tempo e da melhoria do acabamento das pedras, reduzirem esta última técnica, já que as pedras passaram a se encaixar quase perfeitamente. Ainda assim o uso da argamassa permaneceu crucial em alguns tetos de postes e vergas sobre portas e janelas (dintel).
Quando se tratava das casas comuns, os materiais mais usados eram as estruturas de madeira, adobe nas paredes e cobertura de palha, embora tenham sido descobertas casas comuns feitas de pedra calcária, senão total mas parcialmente. Embora não muito comum, na cidade de Comalcalco, foram encontrados ladrilhos de barro cozido, possivelmente solução encontrada para o acabamento em virtude da falta de depósitos substanciais de boa pedra.
Todas as evidências parecem sugerir que a maioria dos edifícios foi construída sobre plataformas aterradas cuja altura variava de menos de um metro, no caso de terraços e estruturas menores, a até quarenta e cinco metros, no caso de grandes templos e pirâmides. Uma trama inclinada de pedras partia das plataformas em pelo menos um dos lados, contribuindo para a aparência bi-simétrica comum à arquitetura maia. Dependendo das tendências estilísticas que prevaleciam na área e época, estas plataformas eram construídas de um corte e um aterro de entulhos densamente compactado. Como no caso de muitas outras estruturas, os relevos maias que os adornavam, quase sempre se relacionavam com o propósito da estrutura a que se destinavam. Depois de terminadas, as grandes residências e os templos eram construídos sobre as plataformas. Em tais construções, sempre erguidas sobre tais plataformas, é evidente o privilégio dado ao aspecto estético exterior em contra-ponto à pouca atenção à utilidade e funcionalidade do interior.
Parece haver um certo aspecto repetitivo quanto aos vãos das construções nos quais os arcos (como curvas) são raros, mas freqüentemente retos, angulados ou imbricados, tentando mais reproduzir a aparência de uma cabana maia, do que efetivamente incrementar o espaço interior. Como eram necessárias grossas paredes para sustentar o teto, alguns edifícios das épocas mais posteriores utilizaram arcos repetidos ou uma abóbada arqueada para construir o que os maias denominavam pinbal, ou saunas, como a do Templo da Cruz em Palenque. Ainda que completadas as estruturas, a elas iam-se anexando extensos trabalhos de relevo ou pelo menos reboco para aplainar quaisquer imperfeições. Muitas vezes sob tais rebocos foram encontrados outros trabalhos de entalhes e dintéis e até mesmo pedras de fachadas. Comumente a decoração com faixas de relevos era feita em redor de toda a estrutura, provendo uma grande variedade de obras de arte relativas aos habitantes ou ao propósito do edifício. Nos interiores, e notadamente em certo período, foi comum o uso de revestimentos em reboco primorosamente pintados com cenas do uso cotidiano ou cerimonial.
Há sugestão de que as reconstruções e remodelações ocorriam em virtude do encerramento de um ciclo completo do calendário maia de conta larga, de 52 anos. Atualmente, pensa-se que as reconstruções eram mais instigadas por razões políticas do que pelo encerramento do ciclo do calendário, já que teria havido coincidência com a data da assunção de novos governantes. Não obstante, o processo de reconstrução em cima de estruturas velhas é uma prática comum. Notavelmente, a acrópole de Tikal, parece ser a síntese de um total de 1500 anos de modificações arquitetônicas.
Estas eram comumente plataformas de pedra calcária com muros de menos de quatro metros de altura onde se realizavam cerimônias públicas e ritos religiosos. Construídas nas grandes plataformas, eram ao menos realçadas com figuras talhadas em pedra e às vezes tzompantli ou uma estaca usada para exibir as cabeças das vítimas geralmente os derrotados nos jogos de bola mesoamericanos.
Grandes e geralmente muito decorados, os palácios geralmente ficavam próximos do centro das cidades e hospedavam a elite da população. Qualquer palácio real grande ou ao menos que tivesse várias câmaras ou erguido em vários níveis, tem sido chamado de acrópole. Tais construções consistiam de várias pequenas câmaras ou pelo menos um pátio interno, parecendo propositadas a servirem de residência a uma pessoa ou pequeno grupo familiar decorada como tal.
Os arqueólogos parecem estar de acordo em que muitos palácios são também o lugar de muitas tumbas mortuárias. Em Copán, debaixo de 400 anos de remodelações posteriores, se descobriu a tumba de um de seus antigos governantes e a acrópole de Tikal parece ter sido o lugar de vários sepultamentos do final do período pré-clássico e início do clássico.
Existe, no entanto, alguns arqueólogos que afirmam serem os palácios locais não muito prováveis para a morada da elite governante, uma vez que tais moradas mostram-se demasiadamente infestadas de morcegos e um tanto quanto desconfortáveis; sugerindo - assim - ser um espécie de mosteiro ou quartéis para as comunidades sacerdotais. Nessa linha de pensamento, contudo, caímos em uma outra rua sem saída: não existem comprovações da existência de ordens eclesiásticas ou monásticas nos tempos clássicos. Concluir, portanto, que fossem moradas das classes governamentais - neste contexto - é a solução mais viável; o que não impede a existência de diversas teorias sobre a origem e a função de tais palácios.
Os estudiosos têm denominado de "Grupo E" à freqüentemente encontrada formação de três pequenas construções, sempre situadas a oeste das cidades, tratando-se de um intrigante mistério a sua recorrência.
Estas construções sempre incluem pelo menos uma pequena pirâmide-templo a oeste da praça principal que tem sido aceita como observatório devido ao seu preciso posicionamento em relação ao Sol, quando observado da pirâmide principal nos solstícios e equinócios. Outras teses sugerem que sua localização reproduz ou pelo menos se relaciona com a história da criação do universo segundo a mitologia maia, posto que vários de seus adornos a ela, freqüentemente, se referem.
Com freqüência os templos religiosos mais importantes se encontravam em cima das pirâmides maias, supostamente por ser o lugar mais perto do céu. Embora recentes descobertas apontem para o uso extensivo de pirâmides como tumbas, os templos raramente parecem ter contido sepulturas. A falta de câmaras funerárias indica que o propósito de tais pirâmides não é servir como tumbas e se as encerram isto é incidental.
Pelas íngremes escadarias, se permitia aos sacerdotes e oficiantes o acesso ao cume da pirâmide onde havia três pequenas câmaras com propósitos rituais. Os templos sobre as pirâmides, a mais de 70 metros de altura, como em El Mirador, de onde se descortinava o horizonte ao longe, constituíram estruturas impressionantes e espetaculares, ricamente decoradas. Comumente possuíam uma crista sobre o teto, ou um grande muro que, teorizam, poderia ter servido para a escrita de sinais rituais para serem vistos por todos.
Como eram ocasionalmente as únicas estruturas que excediam a altura da selva, as cristas sobre os templos eram minuciosamente talhadas com representações dos governantes que se podiam ver de grandes distâncias. Debaixo dos orgulhosos templos estavam as pirâmides que eram, em última instância, uma série de plataformas divididas por escadarias empinadas que davam acesso ao templo.
Os maias foram excepcionais astrônomos e mapearam as fases e cursos de diversos corpos celestes, especialmente da Lua e de Vênus.
Muitos de seus templos tinham janelas e miras demarcatórias (e provavelmente outros aparatos) para acompanhar e medir o progresso das rotas dos objetos observados. Templos arredondados, quase sempre relacionados com Kukulcán, são talvez os mais descritos como observatórios pelos mais modernos guias turísticos de ruínas, mas não há evidências que o seu uso tinha exclusivamente esta finalidade.
Em vários templos sobre pirâmides foram encontradas marcações de miras que indicam que observações astronômicas também foram feitas dali.
Um aspecto do estilo de vida mesoamericano é o seu jogo de bola ritual e seus campos ou estádios, que foram construídos por todo o império maia em grande escala.
Estes estádios normalmente situavam-se nos centros das cidades. Tratavam-se de espaços amplos entre duas laterais de plataformas ou rampas escalonadas paralelas, em forma de "I" maiúsculo direcionado para uma plataforma cerimonial ou templo menor. Tais campos foram encontrados na maioria das cidades maias, exceto nas menores.
O sistema de escrita maia (geralmente chamada hieroglífica por uma vaga semelhança com a escrita do antigo Egito, com o qual não se relaciona) era uma combinação de símbolos fonéticos e ideogramas. É o único sistema de escrita do novo mundo pré-colombiano que podia representar completamente o idioma falado no mesmo grau de eficiência que o idioma escrito no velho mundo.
As decifrações da escrita maia têm sido um longo e trabalhoso processo. Algumas partes foram decifradas no final do século XIX e início do século XX (em sua maioria, partes relacionadas com números, calendário e astronomia), mas os maiores avanços se fizeram nas décadas de 1960 e 1970 e se aceleraram daí em diante de maneira que atualmente a maioria dos textos maias podem ser lidos quase completamente em seus idiomas originais. Lamentavelmente, os sacerdotes espanhóis, em sua luta pela conversão religiosa, ordenaram a queima de todos os códices maias logo após a conquista.
Assim, a maioria das inscrições que sobreviveram são as que foram gravadas em pedra e isto porque a grande maioria estava situada em cidades já abandonadas quando os espanhóis chegaram.
Os livros maias, normalmente tinham páginas semelhantes a um cartão, feitas de um tecido sobre o qual aplicavam uma película de cal branca sobre a qual eram pintados os caracteres e desenhadas ilustrações. Os cartões ou páginas eram atadas entre si pelas laterais de maneira a formar uma longa fita que era dobrada em zigue-zague para guardar e desdobrada para a leitura.
Atualmente restam apenas três destes livros e algumas outras páginas de um quarto, de todas as grandes bibliotecas então existentes. Freqüentemente são encontrados, nas escavações arqueológicas, torrões retangulares de gesso que parecem ser restos do que fora um livro depois da decomposição do material orgânico.
Relativamente aos poucos escritos maias existentes, Michael D. Coe, um proeminente arqueólogo da Universidade de Yale disse:
A música é produto da criatividade e engenhosidade das civilizações, mas também é uma expressão de seu desenvolvimento tecnológico. Dif...